
A Global Service Jam aconteceu de 24 a 26 de Fevereiro em 94 cidades espalhadas pelo mundo. Salvador e mais 7 cidades brasileiras fizeram parte deste que é o maior evento de design thinking do mundo.
A Salvador Jam é uma instituição livre que realiza eventos de cunho social e alcance global - as jams.
A Salvador Jam é uma entidade livre, nascida em 2011, cujo objetivo é realizar jams independentes e pautadas em problemas reais de nossa cidade. Os projetos realizados durante as jams tem caráter social e colaborativo, tornando-se de domínio público. Suas principais atividades estão pautadas em dois eventos mundiais – a Global Service Jam e a Global Sustainability Jam.
Você já viu uma roda de capoeira? Quando elas se formam, não importa se os capoeiristas se conhecem, eles levam apenas suas habilidades e as mentes abertas e sempre acontece um espetáculo improvisado ao som do berimbau e do pandeiro. Eles lutam juntos sem saber exatamente qual o próximo golpe, mas a dança flui com imensa sincronia. Isso é uma jam! Você não analisa profundamente, não discute até a morte, apenas improvisa. Você joga suas ideias contra as de outras pessoas e, como na capoeira, a obra nasce espontaneamente. Ah, e só dá pra fazer tudo isso em coletivo, quando os conhecimentos, sentimentos e habilidades de todos trabalham juntos.- Ândlei Lisboa
Como funciona uma jam
A ideia é que as pessoas se reúnam durante um fim de semana para criar colaborativamente soluções para ajudar a mudar o planeta, mas já vale se conseguir mudar a cidade. Cada evento tem um tema e, caso seja necessário, um especialista para orientar os jammers (participantes da jam) na elaboração da proposta. Para tornar-se um jammer basta inscrever-se e participar do evento, sem restrição de profissão, gênero ou idade. Aliás, todo mundo é bem-vindo – designers, professores, empresários, gestores, artistas, estudantes, crianças, médicos, metereologistas, pilotos de F1. É preciso criar times multi-disciplinares para alcançar resultados realmente novos. E o mais importante é a regra principal da tarefa: divertir-se!
Neste espírito de experimentação, cooperação e competição amigável, equipes tem 48 horas para desenvolver algo completamente novo inspirados em um tema apresentado pela organização. Cada jam baseia-se em uma metodologia, contanto que seus resultados tenham efeito socio-ambiental.
Como nasceu a Salvador Jam
Em março de 2011 houve a primeira Global Service Jam, um evento que acontecia em todo o mundo inclusive em outras cidades brasileiras. Nesta ocasião, o designer Ândlei Lisboa já estava interessado em trazer o evento para Salvador. Mas, foi em outubro que este desejo se concretizou. Não havia porquê Salvador ficar de fora desta oportunidade, já que sustentabilidade já era um tema amplamente discutido por aqui. Além disso, os estudantes e profissionais de design careciam de eventos mais práticos, onde pudessem ensaiar resultados utilizando novas metodologias. Assim, aconteceu a primeira Salvador Sustainability Jam, tendo a capital baiana como uma cidade participante da Global Sustainability Jam.
Nasceu, então a Salvador Jam, não apenas como uma versão local de um evento global, mas também de forma independente e preparada para organizar jams para resolver assuntos soteropolitanos.
Os criadores do evento, Adam StJohn Lawrence e Markus Edgar Hormess administram as interações globais, entretanto são os anfitriões locais que realizam as jams, que são baseadas na metodologia de Design de Serviços. A proposta é, dentro de 48h e sob um tema pré-definido, criar serviços que possam mudar o mundo. Acontece no mês de fevereiro.
Adam e Markus também são os criadores deste evento. Mas, neste caso, o desafio é criar produtos ou serviços sustentáveis para salvar o mundo. Em apenas um fim de semana, milhares de pessoas espalhadas pelo planeta tentam encontrar soluções para os problemas socio-ambientais. Acontece no mês de outubro.
A Salvador Jam não quer fazer apenas duas jams por ano. Portanto, ajude-nos a escolher um outro tema. Sobre qual disciplina você quer que isso aconteça? #Arquitetura #Urbanismo #Jogos #Educação ou #Saúde? Twíte sua opinião ou entre em contato conosco.
Designer, gerente de projetos e viciado em inovação, Ândlei afirma que embora o objetivo final do evento seja mudar o mundo, não são os projetos e ideias propostas durante o fim de semana que fazem isto acontecer.
“Toda pessoa que passa por uma jam sai transformada, e é nisto em que acredito: quando uma pessoa muda, o mundo muda também. A jam ensina aos participantes que é possível e necessário começar por si mesmo”
Laert Yamazaki é Sócio-Diretor de Criação da Malagueta Interativa, Graduado em Arquitetura e Urbanismo e Pós-graduado em Design de Produto, Local Leader do IxDA Salvador, Professor do curso de Pós-graduação em Design Estratégico da Unifacs e não consegue sair de uma livraria sem comprar, pelo menos, um livro ou um filme.
“Participar de uma Jam é ser Miles, Garland, Coltrane, Scofield, Metheny, Marsalis por um fim de semana. É jazz: você conhece o tema mas na hora é improviso.”
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Como Design de Serviços ainda é novidade para muita gente, criamos um post de indicações bibliográficas e sites onde é possível encontrar muito material sobre a disciplina.
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Há quem argumenta que livros físicos são plataformas de monólogos e que sua utilização está a cada dia diminuindo devido aos avanços digitais. Eu discordo desses argumentos, pois, mesmo utilizando plataformas digitais e interativas, livros continuarão sendo livros.
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